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Comprar ou não comprar o Kindle?

Oi amores, tudo bem com vocês?
O papo de hoje está ótimo!

Vamos falar de um produto que veio para facilitar ainda mais nossas vidas?! Obrigada tecnologia! O meio ambiente também agradece.

Embora ele seja bastante popular nos Estados Unidos, o Kindle ainda é uma incógnita para muitos brasileiros, pois existem diversas dúvidas em relação ao uso do produto. Por isso, resolvi preparar um post com muito carinho, com a intenção de mostrar algumas funcionalidades e se vale a pena ou não adquirir o famoso Kindle.

Afinal, o que é Kindle?

Nada mais é do que um e-reader (livro digital) desenvolvido pela subsidiária da Amazon, a Lab126, que permite aos usuários comprar, baixar, pesquisar e, principalmente, ler livros digitais, jornais, revistas, e outras mídias digitais via rede sem fio. Ele foi lançado nos Estados Unidos pela Amazon no ano de 2007.

Logo no lançamento, o produto mostrou que veio para causar um impacto na sociedade. Acreditam que todos os produtos foram esgotados em apenas cinco horas e meia após o lançamento pelo site?  É isso mesmo, produção! Pasmem!

Comprar ou não comprar o Kindle?

O Kindle possui formato de tablet, mas não é, com a espessura de um lápis, tem seis polegadas, é leve e prático de usar, pesando menos de 200g. Além do Kindle comum, existem outros modelos mais avançados, criados também pela amazon, são eles:  Kindle Paperwhite, Kindle Voyage e o recém lançado Kindle Oasis, alguns já estão em sua 8ª geração. O tamanho da tela, a capacidade de armazenamento e o acesso Wi-fi são características presentes nos quatro modelos citados acima. Algumas outras características diferem, os mais recentes possuem função 3G.

FUNCIONALIDADES DO KINDLE

Não emite luz

O diferencial dos e-readers está na tecnologia E-Ink, que significa tinta eletrônica. Com essa tecnologia, o Kindle proporciona ao leitor uma sensação de estar lendo em um papel ao invés de um aparelho eletrônico. Sim, igual a um papel impresso mesmo! No caso do Kindle paperwhite a luz é embutida, direcionada para própria tela e em ambientes claros não tem reflexo nem mesmo com a luz do sol diferentemente dos tablets e celulares que a luz é direcionada para os olhos, ou seja, cansa muito menos a visão. Falando sobre as fontes do kindle segundo da Amazon, foram feitas à mão pixel por pixel tornando a leitura mais nítida e confortável.

Armazenamento

Com capacidade para armazenar mais de 4.000 e-books digitais, tem 4 GB de memória e aceita em diversos formatos: AZW3, AZW TXT, PDF, MOBI desprotegido e PRC normalmente; HTML, DOC, DOCX, JPEG, GIF, PNG e BMP após conversão. Comprando um e-book na loja da Amazon, ele já vem formatado perfeitamente para o Kindle. Dentro do próprio site é possível enviar diretamente para o Kindle, sem precisar conectar o cabo USB. Mas o que nem todo mundo sabe é que ao se cadastrar na Amazon é criado um e-mail do seu Kindle. Podendo enviar arquivos para esse e-mail e eles são adicionados na biblioteca automaticamente. Para descobrir qual é o seu, clique aqui. O e-mail também permite a transferência a partir de outras plataformas. Ele acompanha um cabo USB para carregar no computador ou com adaptador na tomada.

Funções

Não é colorido por isso, ajuda a economizar bateria no que dura bastante de acordo com o tempo de uso. Dá para alterar fontes do texto e ajustar em quatorze tamanhos diferentes, com a função de navegação entre páginas, pode folheá-las sem perder o ponto atual da leitura. E com a marcação no topo da página, é possível retornar a leitura de onde parou mesmo saindo do e-book ou desligando o kindle.

Comprar ou não comprar o Kindle?

Caso não entenda alguma palavra basta pressionar com o dedo sobre a palavra e buscar o significado através do Wikipédia, dicionário e em vários idiomas disponíveis nas configurações do seu aparelho, basta arrastar pro lado. Além disso, dá para grifar, editar e criar notas sem receio de rabiscar ou rasurar seu livro.

Comprar ou não comprar o Kindle?

Outro detalhe legal é o tempo restante de leitura determinados por porcentagem e minutos de cada capitulo ou livro inteiro. Isso acontece de acordo com a sua velocidade de leitura, é personalizado e ajustado conforme seu ritmo.

Comprar ou não comprar o Kindle?

Compras e downloads de e-books

É muito simples, na própria loja Kindle pode encontrar diversos livros com preços em conta basta pressionar os três pontinhos que fica na parte superior. Segundo dado da Amazon o acervo contém mais de 5 milhões de e-books incluindo mais de 115 mil livros em português além da variedade de opções, tem também mais de 2 milhões de títulos que custam até 9,90.  Além disso, abrange cerca de 3,5mil livros gratuitos, entres eles obras de Ziraldo, Machado de Assis, Eça de Queirós entre outros.

Comprar ou não comprar o Kindle?

A Amazon ainda oferece um clube de associados, o Kindle Unlimited, uma assinatura que custa apenas 20 reais mensais e tem acesso aos mais variados títulos, muitos gratuitos inclusive. Funciona como um “empréstimo” podendo adquirir até 10 livros por vez, e o primeiro mês de assinatura é GRATIS e o cancelamento estará disponível quando quiser.

Preços

Os preços variam de R$ 299,00 a R$ 1.149,00 e, além de estar disponível no site da Amazon, o Kindle pode ser adquirido em outras grandes lojas como Ponto Frio e Walmart (comprei no Mercado Livre)
Comprar ou não comprar o Kindle?

DICA EXTRA


Falando em Download, olha só essa dica SUPIMPA para usufruir de livros gratuitos: O site LER LIVROS, disponibiliza inumeros e-books em formatos PDF's, MOBI e ePUB. Basta acessar de onde estiver; tablet, computador, celular ou até mesmo no seu KINDLE e fazer o download em segundos. Contém uma vasta estante literária divida por categorias entre os mais acessados até os lançamentos, todos completíssimos - inclusive para estudos. O site também disponibiliza a função ler online. 
É rápido, pratico e seguro!
Simples assim 

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Olá meus amores, tudo bem com vocês? 

Como passaram de carnaval? Divertiram muito? Espero que sim! Temos que aproveitar tudo que a vida nos proporciona, né? Apesar de tantos transtornos que nosso povo brasileiro enfrenta diariamente, alguns dias de folia caem bem. Essa vida agitada e violenta nas cidades brasileiras nos deixa de cabelos em pé, estressados, ansiosos, com pânico, não é? Só eu que sinto assim? Por esse e por outros motivos, decidi trazer um tema polêmico, mas que vale a pena ser debatido, principalmente dentro dos lares.

Hoje vamos conversar sobre um assunto um tanto incompreensível para muitos, a ansiedade, o mal do século. De acordo com o dicionário “trata-se de um grande mal-estar físico e psíquico; aflição, agonia. desejo veemente e impaciente, falta de tranquilidade; receio; estado afetivo penoso, caracterizado pela expectativa de algum perigo que se revela indeterminado e impreciso, e diante do qual o indivíduo se julga indefeso.". Fico aflita só de ler o significado da ansiedade, e vocês? Só quem sofre algum tipo de transtorno ansioso sabe oque estou expondo. É muito triste passar noites em claro pensando em um futuro totalmente incerto. A maioria dos ansiosos mentalizam acontecimentos catastróficos sobre coisas que ainda vão acontecer. Sabe uma coisa que me deixa mais chateada? Muitos indivíduos taxam os sintomas da ansiedade como frescura.

O coração dispara, a boca seca, o nó na garganta impede do ar passar, a sensação de despersonalização te dá a certeza de que vai enlouquecer naquele instante. A pressão sobe, os cabelos da cabeça podem cair ou esbranquiçar. Oh tristeza, qual o motivo de tanta incerteza com o futuro? Será a crise dos 20 batendo na porta? Será a cobrança extrema dos pais? Serão os inúmeros problemas diários que enfrentamos? Assaltos, balas perdidas, brigas, roubos... Ou será algo genético? A ansiedade não escolhe raça, idade, gênero, ela simplesmente aparece, toma conta do seu corpo, você não se reconhece no espelho. As atividades que você fazia antes? São feitas do mesmo jeito, porém com muita dificuldade. A maldita ansiedade te enfraquece, te suga, te deixa exausta no final do dia. UFAA!!!!

problemas com ansiedade

E sabe oque ouvimos em troca? “Se esforce”, “Isso é apenas frescura”, “Você já experimentou respirar?”, “Relaxa”, “ Isso é falta de trabalho, menina”, “Falta de sexo”. Será mesmo? NÃO! Nem sempre a terapia ajuda a curar todos os sintomas, nem sempre você consegue se encontrar. É uma luta diária, árdua, um futuro embaçado, um desespero que faz você andar de um lado ao outro, abrir a geladeira, comer desnecessariamente. Quantos jovens entram nas drogas para aliviar os sintomas do inferno chamado ansiedade?

A ansiedade pode ser classificada por muitos outros termos, mas na prática, só quem sente de verdade esse mal pode traduzir o quão ruim é. E para descrever um pouco sobre esse maleficio, trouxe um artigo superinteressante do meu amigo José Roberto Matias, para que vocês possam ter uma visão mais ampla de tudo o que acontece quando esse problema passa dos limites e que não deve ser ignorado.

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"Quem nunca sentiu aquela apreensão antes de apresentar um trabalho na escola, em uma entrevista de trabalho ou em um primeiro encontro? Penso que todo mundo, né? Sentimos um friozinho na barriga, mas logo passa.

Agora me diz outra coisa!? Você sente apreensivo, irritado, com sudorese nas mãos e nós pés, náuseas, taquicardia e não consegue pegar no sono facilmente? Mesmo que não tenha nenhum compromisso ou algum trabalho para apresentar? É extremamente preocupado, na maioria das vezes se “pega” pensando em coisas catastróficas que podem acontecer no futuro? Sente medo de morrer? Se você disse sim para alguns desses sintomas, pode ser que esteja com algum distúrbio da ansiedade. Fique atento!

Segundo a estimativa da OMS (Organização Mundial da Saúde), 9,3% dos brasileiros têm algum transtorno de ansiedade, equivalente a 18,6 milhões de indivíduos.   Não se desespere! Viu que não está sozinho? Existem diversas maneiras para controlar os distúrbios. A prática de esporte é de suma importância, podendo amenizar os sintomas que são extremamente desagradáveis, alimentação adequada, bons amigos, meditação, pensamentos positivos e profissionais qualificados para dar as melhores orientações são essenciais no processo. 

Se você não se identificou com os sintomas listados acima, conhece alguém que os sente? Preste auxilio! Muitos indivíduos desinformados, que não sofrem desse mal, tratam os transtornos de ansiedade como frescura ou fraqueza. Garanto que os sintomas são cruéis, vagos, capazes de imobilizar uma pessoa, prejudicando-a na vida profissional, amorosa. Experiência própria.

Como já dizia Ana Suy: “Ansiedade mata? Mata, sim, o presente.”

José Roberto Matias
@jrmatiasviaja

A ansiedade é um fator que deve ser tratado com especialistas sim, isso não é frescura, é transtorno, é doença! Se você é assim ou conhece alguém que possui esses sintomas, conte aqui nos comentários. Podemos nos ajudar!

Beijos e até a próxima! 

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Autoestima

Oie amores, tudo certin?
O assunto de hoje é bem interessante.
Todos sabem que busca pela autoestima requer um grande esforço interior. Apesar das controversas que a mente produz é possível sim, ter uma vida saudável e sem estresse. Se você sofre com a baixa autoestima e/ou precisa de um UP, puxe a cadeira e vamos conversar.

Primeiro vamos entender o que significa a palavra AUTOESTIMA: De acordo com a psicologia, autoestima inclui uma avaliação subjetiva que uma pessoa faz de si mesma como sendo profundamente positiva ou negativa em algum grau. A autoestima envolve tanto crenças autossignificantes (por exemplo: "eu sou competente/incompetente", "eu sou benquisto/malquisto") e emoções autossignificantes associadas (por exemplo: triunfo, desespero, orgulho e vergonha). Também encontra expressão no comportamento (por exemplo: segurança, temeridade, confiança e cautela).

A grandeza do ser humano é valorizada e percebida pelo grau de autoconhecimento que a pessoa tem de si propria. Um dos pilares que sustenta esta maravilhosa condição em cada um de nós é a própria percepção de nós mesmos, ou seja, autoestima pessoal.

Ela é constituída pelas crenças que temos em relação a nós mesmos. Essas qualidades, capacidades, e modos de agir e gerir as nossas emoções formam o nosso ser, e são aquelas que constituem a nossa auto imagem.

identificando BAIXA AUTOESTIMA

  • Você pensa exageradamente sobre si mesmo, e analisa porque razão você é do jeito que é.
  • Você tem medo da adversidade, o que lhe provoca uma enorme angustia. Você pode ser alienado em relação e em oposição aos seus pais, cuidadores e figuras de autoridade em geral.
  • Você não sorri com facilidade. Você pode ter uma visão negativa, desesperançada de si mesmo, da sua família e sociedade.
  • Você sente-se muito cansado. Você pode estar relutante ou incapaz de definir e alcançar os seus objetivos.
  • Você fica com você mesmo. Você prefere ficar sozinho do que conhecer novas pessoas e estar com os outros.
  • Você afasta as pessoas. Você tem dificuldade em fazer e manter amigos.
  • Você evita olhar nos olhos dos outros. Você tem dificuldade com a confiança verdadeira , intimidade e afeto.
  • Você se recusa a assumir riscos. Você sente-se carente e pode ter uma tendência a apegar-se à falsa independência.
  • Você pode criar efeitos e situações negativas. E em casos extremos, pode ser anti-social e talvez violento.
  • Coisas que outros não podem observar incluem: Você fala para si mesmo de forma negativa, você não diz a verdade e/ou nem mantém a sua palavra, você não perdoa a si mesmo ou aos outros. Você pode não ter empatia, compaixão e remorso.
As pessoas que dispõem uma autoestima alta e positiva são capazes de superar qualquer situação que traga uma dificuldade ou desafio todos os dias. Por outro lado, quem mantém uma autoestima baixa só se permite limitar e fracassar.

Autoestima

▸LEIA TAMBÉM: SEGREDOS BÁSICOS PRA SER FELIZ

Para melhorar sua autoestima, é necessário que estabeleça autoridade sobre você mesmo. A cada minuto é um bom momento para fazer coisas uteis na melhoria de sua vida. Sabe aquela tarefa que sempre deixa pro outro dia, por que não faz isso agora mesmo? Deixe de procrastinar e não fique se martirizando do porque não ter cumprido tal tarefa, ainda dá tempo, vai lá e faça. Mude o foco de seus pensamentos sempre que vier algo ruim, transfira rapidamente para aquela viagem que tanto almeja. Comece com a menor coisa que acha que consegue fazer até concluir a tarefa mais importante.

O homem que perdeu... a estima por si mesmo, deixa de ser bom para algo de grande ou magnânimo.
Leopardi , Giacomo
Preocupe-se em ser cada dia melhor e não se importe com os erros, continue firme e siga em frente. Concentre-se em melhorar aquilo que você considera que não está satisfeito consigo mesmo. Esta é uma boa forma de aumentar a sua autoestima pessoal, já que permite evoluir tanto interna como externamente. Identifique o que você gostaria de mudar ou conseguir. Em seguida, trace um plano de ação para começar a avançar nas mudanças necessárias para alcançar seu objetivo.

Veja a seguir este video dessa Youtuber divertissima, Catia Damasceno.. Ela vai te impulsionar a ter uma autoestima elevada tirando boas gargalhadas com suas explicações, confere ai: 


A positividade e a autoestima andam lado a lado, mas nem todas as pessoas que possuem autoestima são positivas, muitas delas sofre de solidão interna e usa a autoestima para suprir tal necessidade que no caso, não é nada saudável. No blog tem um artigo falando sobre a POSITIVIDADE e nele, é abordado diversos meios de melhorar a qualidade de vida. 

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Beijos e até a próxima! 
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Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra de Mia Couto

“— A gente não vai para o céu. É o oposto: o céu é que nos entra, pulmões adentro. A pessoa morre é engasgada em nuvem.”
Ainda me lembro da correspondência que pousou em minhas mãos — envelope-selos-papel-e-o-delicioso-aroma-de-oceanos-fatiado-ao-meio —, e trouxe Mia Couto, um ilustre desconhecido para mim à ocasião. 
Eu comecei a trocar correspondências na juventude... adorava voltar para casa e encontrar os envelopes à minha espera. Preparava uma xícara de chá, me acomodava na poltrona e degustava os horizontes alheios — deliciosamente descritos em linhas em pares. 
A narrativa sobre mundos encontrou eco na narrativa exposta por Mia Couto, em seu livro 'um rio chamado tempo, uma casa chamada terra'... até aquele momento, nada conhecia do autor-livro, e para sabê-lo, corri à Livraria Cultura — comecei ali mesmo a devorar as linhas, devidamente acomodada em um daqueles puffs, deixados lá para esse fim...
A cada página ultrapassada, a certeza de que Mia Couto é um contador de histórias crescia em meu íntimo. 
...'um rio chamado tempo, uma casa chamada terra' nos brinda com a história de Marianinho, um jovem que regressa à terra natal e às suas raízes, para realizar o cerimonial fúnebre do patriarca da família, seu avô... e acaba por resgatar a si, através das lembranças e revelações desse acontecimento.
O tempo é o elemento masculino da história... a força que os impulsiona e molda. A maneira como as nossas ambições particulares nos afastam de si e da casa-corpo... o elemento feminino da trama, que é o lugar para onde se volta-regressa, e onde tudo se preserva. O tempo escorre pelos vãos, mas a memória está sempre disposta a te resgatar-salvar. 
Eu me senti como o personagem... e fui guiada pelos fios da trama nesse regresso à minha infância e a tudo o que aprendi por lá. A gente é como o rio... está sempre a caminho do oceano, e cada vez mais distante de casa-corpo-alma. Acabamos perdidos, mas vez ou outra surge algo — um aroma, uma cor, um som —, que faz emergir das profundezas da pele uma saudade imensa-intensa, disposta a nos salvar de nós mesmos — do que nos tornamos nessa trajetória de enganos —, mas nem sempre nos rendemos... e acabamos indo em frente, seguindo o curso-do-rio-tempo, até que seja tarde demais. 
Eu voltei para casa um sem-fim de vezes — guiada pela voz de mio nono, que era um contador de histórias, mas não do tipo que escreve, como Mia Couto. Ao ler a narrativa do livro, foi como caminhar ao seu lado, encaixando meu passo ao dele mais uma vez: 'acordo antes de ser manhã. Uma poeira — será a luz? — infiltra-se para além dos cortinados. Renasce em mim essa estranha sensação que me acontece só em Luar-do-Chão: o ar é uma pele, feita de poros por onde escoa a luz, gota por gota, como um suor solar'.
Quando menina, eu viajava para a terra do nono nas férias de verão... o ouvia contar suas histórias de menino, sustentadas em folclores regionais. Sempre me impressionava os detalhes narrados e a viagem que eu fazia, amparada por sua voz grave-de-homem-do-campo-da-terra...era tudo tão mágico-incrível-quase-inacreditável para alguém que vinha de longe, da cidade grande, onde as coisas são pautadas por símbolos e significados. 
Mio nono conhecia as magias do lugar onde tinha nascido... sabia ouvir a terra, interpretar as fases lunares, os ventos nas folhas. Tudo era um diálogo entre o homem-terra-céu-lugar. Ele conversava com os animais, com as árvores, com os espíritos... era sempre o último a tomar seu lugar na ponta da mesa e, de lá, admirava sua vida-história. Ele adorava a mesa-casa cheia aos domingos. Gostava de se ver rodeado por netos e saber de nossas vivências longe dali. Certa vez, eu o vi com os olhos cheios na véspera de nossa partida... foi um ano difícil para todos nós, o seguinte àquele. Nunca me esqueci da notícia que nos afastou para sempre de casa: 'sua avó morreu durante uma tempestade’, e como ele costumava dizer que eu tinha nascido entre trovões, me calou por semanas. 
O livro de Mia Couto não apenas me apresentou a uma África inédita em minha pele... uma cidade — Luar-do-Chão —, com pessoas e suas vidas pequenas-menores, pautadas por coisas esquecidas-abandonadas por nós e toda essa modernidade urbana tão 'necessária', como fez o favor de me devolver a mim e saber — como o personagem Marianinho —, de que matéria sou feita. 
Recomendo a leitura, mas antes de folhear essas páginas, pense bem se está disposto a regressar, seja lá para onde é que você foi nesses anos de vida. 
Boa leitura-viagem!



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Blog Levando a Sério

Oie amores, tudo bem?
Juntar dinheiro rápido pode ser um desafio para quem não tem o hábito de economizar e, principalmente, no caso de pessoas que têm que lidar com dívidas. Apesar da prática exigir determinação e muita força de vontade, com algumas mudanças na rotina e na forma de consumir economizar é possível. Confira:

Comece devagar

Quem não tem o hábito de juntar dinheiro não vai conseguir adquirir uma boa quantia de uma hora para outra. Por isso, é importante começar devagar. Separe uma pequena quantia mensal e coloque na poupança logo que você receber seu salário. Não precisa ser um valor alto. O importante é tornar o hábito de poupar parte da sua rotina. 

Anote os gastos

Ao anotar os gastos, você sabe exatamente para onde o dinheiro está indo e consegue identificar potenciais de economia. Analise suas despesas e veja se há alguma categoria em que você pode cortar os gastos para juntar dinheiro.

Tenha um gerenciador financeiro

Um gerenciador financeiro é uma ferramenta muito útil para ter uma visão geral das suas finanças e controlar com exatidão receitas e gastos. Use o sistema a seu favor para anotar suas despesas, ver quanto gastou e quanto pode economizar.

Poupe R$ 6.890 até o fim do ano

Pague as dívidas

As dívidas são uma das principais inimigas de quem desejar aprender como juntar dinheiro rápido. Afinal, para ter sucesso nesta missão, é preciso quitar todos os seus débitos. Comece priorizando as dívidas mais caras, como rotativo do cartão de crédito e cheque especial. Uma alternativa é recorrer a um empréstimo consignado, que cobra juros mais baixos, para quitar as dívidas mais caras. 

Tenha objetivos

Juntar dinheiro rápido fica mais fácil quando você tem um objetivo. Isso ajuda a manter a disciplina. Uma forma de fazer isso é definindo três sonhos, um de curto prazo (até dois anos), um de médio (até cinco anos) e outro de longo prazo (acima de cinco anos). Reflita e analise o que é importante para você. Seu objetivo pode ir de quitar dívidas até comprar um apartamento ou até mesmo atingir a independência financeira.

Estabeleça uma quantia para poupar

Para começar a juntar dinheiro, divida o valor dos objetivos que você estabeleceu pelo número de meses que você irá levar para conquistá-lo. Quem deseja fazer um intercâmbio no valor de R$ 12 mil em 24 meses, por exemplo, deve juntar pelo menos R$ 500 por mês durante este período para conseguir realizar seu sonho. Independentemente dos sonhos, para conquistar a independência financeira, que é um objetivo de todos, deve-se guardar, em média, 15% do que ganha.

Escolha como vai guardar o dinheiro

Além de definir quanto vai juntar, é importante escolher com cuidado o tipo de investimento em que vai aplicar seu dinheiro. Para a quantia usada para realizar um sonho, por exemplo, é uma boa ideia guardar o valor em uma aplicação que pague juros e proteja o dinheiro da inflação. A poupança, que tem baixo rendimento, só é uma boa opção para guardar valores por pouco tempo. Pessoas que pensam em juntar dinheiro para complementar o INSS na aposentadoria podem partir para um plano de previdência privada. Títulos do Tesouro Direto também são opções seguras. Caso queira juntar dinheiro para o futuro escolha papéis com vencimento próximo à data que pretende se aposentar.

DESAFIO 52 SEMANAS PARA POUPAR

Esse desafio é bem simples, mas bastante eficaz para quem possuí dificuldade em poupar. Ele funciona da seguinte maneira: 

  • O desafio possuí a duração de 52 semanas.
  • Você deverá se comprometer em colocar na sua poupança uma quantia de X reais durante todas as 52 semanas. 
  • Você pode começar com a quantia de R$1. 
  • Você não deverá contar com esse dinheiro até o fim do desafio.
  • Você pode aumentar o valor semanal de acordo com o seu orçamento. 
Você deve poupar semanalmente um determinado valor, começando por R$ 1 por exemplo, e terá, no final do ano, pelo menos R$ 1.378.

Vejamos na tabela:
​​
A planilha acima é um exemplo base, pois a partir dela você pode começar a fazer novos cálculos que se encaixem no seu orçamento. De acordo com cada semana você deve multiplicar esse valor. Na 1ª semana, você deve depositar um real. Na 2ª semana, 2 reais. E assim por diante, até a última semana, quando você deve depositar R$ 52,00.

  1. Iniciando o desafio com R$1: total de R$1.378,00
  2. Iniciando o desafio com R$2: total de R$2.756,00
  3. Iniciando o desafio com R$3: total de R$4.134,00
  4. Iniciando o desafio com R$4: total de R$5.512,00
  5. Iniciando o desafio com R$5: total de R$6.890,00

Você pode baixar nossa planilha com o valor de R$1, mas ela é automatizada para calcular para você os demais valores. Tudo que você precisa fazer é mudar o “valor inicial”.

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OBS: A planilha precisa do Excel ou o Google Drive para ser usada.

Que tal começar pondo em pratica os métodos de poupar seu dinheiro? Se estimule. 
Depois, você juntará dinheiro de forma mais rápida e até mesmo automática. 
Prontos pro desafio?

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Beijos e até a próxima! 
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#Fui de Vivi Maurey

Fui amor a primeira vista, o avistei em um pratilheira da livraria Leitura próximo a porta de saída, estava solitário distante de alguns livros destacou-se pela sua cor, aquele azul piscina bem fofinho com as letras #fui brilhante e em alto revelo. Curtir de cara, mas não admiro um livro pela capa e sim pelo conteúdo, resolvi ler a sinopse e deparei-me com um leve sorriso canto de boca - Sim, vou levar! Disse para vendedora.

Cheguei em casa, tomei apenas um banho e logo em seguida entrei em um outro mundo - o mundo da Leitura... 

SINOPSE: Lully vai viajar! E não é uma viagem qualquer: ela vai passar quatro meses em um intercâmbio nos Estados Unidos e mal pode aguentar tanta ansiedade. Vai ser a primeira vez que ela vai passar tanto tempo longe de casa, ver neve e aproveitar todas as maravilhas que o País do Cheesebúrguer pode oferecer… A única parte difícil é esconder toda essa animação de seu namorado, Eric, que está compreensivelmente enciumado e nada satisfeito com o fato de a namorada ir viver tanta coisa nova longe dele. Logo nos primeiros dias em Lake Tahoe, Lully já descobre qual será sua rotina: MUITA neve no hotel onde vai morar, MUITA neve na estação de ski onde vai trabalhar e MUITA neve para gelar as cervejas das festas que os novos amigos não cansam de organizar. É tudo muito diferente da vida que levava no Brasil, mas, apesar de às vezes parecer difícil se adaptar, Lully está se dando muito bem. Mas isso é só até ela se ver obrigada a fazer uma escolha determinante para o resto de sua vida. A viagem acaba revelando o quanto suas certezas e seguranças podem ser frágeis, e que quem parte em uma grande jornada, dificilmente voltará a ser a mesma pessoa de antes…

Luly, uma jovem de 22 anos estudante de jornalismo que iria viajar, foi a um intercambio por quatro meses deixando pra trás o Rio de Janeiro, sua família, seus amigos e seu namorado. Luly seguiria para Tahoe na califórnia sozinha, principiante em viagens internacionais de longo prazo estava super ansiosa para viver nossas aventuras, mas preparada para o que der e vier.

Luly é pessoa que não se abala por qualquer coisa, tenta sempre ser forte. Nerd, é viciada por filmes, paranoica, neurótica mas nunca foge de obstáculos. Para Luly este intercambio mudará sua vida em muitos aspectos, conhecer novas pessoas e falar em um outro idioma trará um grande amadurecimento para si.

Mas os pensamentos estão a mil, mal pode conter a ansiedade mas prefere não demonstrar na frente de seu namorado que parece não esta curtindo muito a ideia, mas como um bom namorado dedicado aceita a decisção de sua amada sem hesitar. 

"...Você vai se ver diante de uma encruzilhada de três caminhos, Hécate e o caralho a quatro, porque tudo na vida é regra de três, e vai ter que tomar uma única decisão, mesmo que tenha que matar os outros dois destinos... com as próprias mãos. Essa decisão vai te tornar um assassino, querendo você ou não."

Chegando em Tahoe, aprendeu com cautela todos os costumes da cidade, viu a neve pela primeira vez e fez amigos incríveis com o passar dos dias e conquistou muito mais do que esperava.. Luly mudou muito desde à sua chegada, porém continuava sendo a mesma - maluquete, sorridente, estressada, chorona, nerd, apenas com um pitada de amadurecimento. 

"Ninguém controla a vida. A gente não controla nem as nossas escolhas. É tudo ilusão. Você pode achar que tem tudo arquitetado, mas, quando menos espera, a vida te dá um pescotapa pra mostrar quem manda. Aconteceu comigo, vai acontecer com você..."
A cada pagina eu me entregava literalmente em suas presepadas, vivenciei por diversas vezes momentos da historia, nunca tinha me identificado tanto com uma personagem, viajei varias vezes por tahoe, senti a neve, fui para as baladas e etc. sem precisar sair da minha cama. Me motivou, refletir sobre a minha vida em muitas ocasiões. 

Livro: #Fui. 
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Levando a Serio Blog

Olá amores, tudo boom?? 
Vou iniciar os trabalhos de 2018 falando algo que tudo mundo adora, filmes. Vamos conversar sobre o longa lançado no mês de dezembro na NETFLIX estrelado pelo incrível ator (pelo menos pra mim, merecedor de oscars) Will Smith - Brigth. Se você ainda não assistiu leia essa resenha e depois tire suas próprias conclusões. 

Sinopse: Em um mundo futurista, seres humanos convivem em harmônia com seres fantásticos, como fadas e ogros. Mesmo nesse cenário infrações da lei acontecem e um policial humano (Will Smith) especializado em crimes mágicos é obrigado a trabalhar junto com um orc (Joel Edgerton) para evitar que uma poderosa arma caia nas mãos erradas.

Bright é o mais recente filme do diretor David Ayer, protagonizado por Will Smith e Joel Edgerton que interpretam, respectivamente, o falido policial Scott Ward e o Orc desertor, também policial, Nick Jakoby. Parceiros no trabalho, os dois embarcam no que seria somente mais uma ronda policial rotineira, mas acabam encontrando um objeto poderoso que pode mudar o destino do mundo: uma varinha mágica, artefato de extremo poder que só pode ser manuseado por raras pessoas, os Brights.

O filme basea-se em um mundo onde há uma diversidade de seres de diferentes espécies, além dos humanos, os Orcs e Elfos são os mais destacados. Além disso é enfatizado o preconceito entre as etnias como na vida real e mostra que a confiança entre parceiros é essencial, no que me conquistou muito nesse quesito.

Levando a Sério Blog

Apesar das abordagens citadas acima, o filme é centrado na proteção da varinha magica para que não caia em mão erradas. O desejo dos vilões sobre a varinha é trazer uma grande entidade das trevas para dominar o mundo.

Crítica Social
(retirado do Serio Nauan)

Outro ponto que podemos ver em “Bright” é a crítica social. A obra fala sobre segregação social e usa fadas, orcs e elementos mágicos para criticar o como a sociedade descrimina o próximo e em alguns momentos a trama tem cenas que nos leva a pensar sobre racismo, homofobia e todo tipo de preconceito. O repórter especial do huffpostbrasil.com, Caio Delcolli fala disso muito bem em uma publicação do site:

Em uma versão alternativa do presente, orcs, fadas, elfos e outras criaturas mágicas existem e moram no mesmo mundo que nós, humanos. É claro que dividir o mesmo planeta conosco não daria muito certo, uma vez que não somos bons em fazer isso nem com nós mesmos. Bright, novo longa-metragem original da Netflix, examina essa conturbada dinâmica social — e põe logo Will Smith, um ícone da cultura negra.

Minha Opinião sobre:
Infelizmente para critica, Bright foi citado como 'o pior filme do ano" o que acho um grande exagero de sua parte, pra mim foi um longa muito bem elaborado, repleto de efeitos e cenas de luta. Uma falha que encontrei foi logo no inicio, onde já é possível identificar quem pode usar a varinha magica (tentando não deixar escapulir spoilers). O longa aborda diversos temas, inclusive nos dá uma boa lição de moral no decorrer da trama. Vimos a construção de uma grande amizade apesar do preconceito abusivo entre um humano e um Orc. Vimos também três elementos sendo adquiridos dentro desta amizade: a confiança, a proteção e o perdão! Pra quem gosta de filmes desse genero concorda que seria uma serie incrível. Lembrando que a Netflix fechou contrato para BRIGHT 2 - sem data de estreia no momento.

Nota: 4,5/5

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Beijos, até a próxima
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Depois de algum tempo...

Ouça ENQUANTO HOUVER SOL enquanto lê o texto 🎶


Depois de algum tempo, você não faz mais questão de ter razão. Você já não quer mais convencer ninguém de nada, nem provar que seu ponto de vista ou suas escolhas são mais coerentes e sensatas. Depois de algum tempo você conquista uma grande certeza acerca de sua grandeza, e isso lhe dá paz, lhe dá segurança, lhe assegura que está no lugar certo, com pessoas especiais.

Depois de algum tempo, você aprende a se respeitar. A respeitar a imagem que vê refletida no espelho, a tolerar as imperfeições que começam a surgir, a transformar as singularidades do seu corpo em características charmosas. Você aprende a respeitar a necessidade de ficar sozinho, de não ser perfeito o tempo todo, de chutar o balde de vez em quando. Você descobre o que é da sua natureza, do seu feitio, do seu agrado. E consegue lidar bem com isso, sem a necessidade de se justificar por ser quem é.

Depois de algum tempo, você entende que precisa se agradar em primeiro lugar. Entende que só quem está bem consigo mesmo consegue dar o melhor de si, e por isso não se culpa quando impõe limites, quando não aceita aquele convite, quando diz “não” àquela solicitação.

Depois de algum tempo, você faz as malas com facilidade. Tem mais apego às vivências e memórias do que às roupas penduradas no closet e entende que a felicidade não se planeja, se vive. Aprendeu que pode chover na praia ou fazer dias de calor intenso no inverno e por isso aceita a mudança de planos com jogo de cintura e bom humor, do mesmo modo que já não sofre mais quando algo não sai conforme o combinado. Sabe que a vida é feita de banhos de chuva e imprevistos, e que é sinal de sabedoria tolerar o que não dá para transformar.

Depois de algum tempo, você descobre seu valor. Descobre que por trás da sua maluquice, esquisitice e contradição, há alguém que já não pode mais autorizar ser classificada pela fachada. Alguém que amadureceu e fez pactos com o amor-próprio, com a superação dos traumas e decepções, com a cura das mágoas e aflições.

Depois de algum tempo, você só quer um relacionamento sério com a sua paz. Já não se esforça tanto por amizades sem reciprocidade, e não sofre em demasia por aqueles que não querem seguir a estrada ao seu lado. Não força chaves em fechaduras erradas nem tenta calçar sapatos que não lhe servem mais. Aprende a se preservar, a não abrir seu coração para qualquer um, a não dar ouvidos para julgamentos superficiais. Tem convicção de tudo que é capaz, e, acima de tudo, põe pontos finais em tudo o que tira a sua paz…

Texto Autoral:
Fabíola Simões
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Linha M de Patti Smith

Quando me deparei com o livro Linha M, de Patti Smith, na Livraria Cultura, não liguei o nome da autora à rockeira do álbum Horses, de 1975, nem à voz rouca por trás de 'because the night' e 'smells like a teen spirit' — minhas favoritas. Sou péssima com nomes e títulos e eles simplesmente me escapam. Confesso que fui seduzida pela capa que, curiosamente, me remeteu a uma fotografia de Mapplethorpe... fotógrafo-amigo-cúmplice de Patti... esse, sim, eu reconheço em qualquer canto-lugar.

Sem sabê-la autora... li Linha M entre goles de latte e fui sendo tragada para dentro de uma conhecida realidade. Me vi em seus desejos — de ter um café... encontrar um lugar e cuidar dele para ser o que nunca foi... em seus “entulhos de escritor” acumulados numa prateleira: lapiseiras sem grafite, uma velha máquina de escrever, dúzias de papéis e centenas de rascunhos... em seus gestos humanos-bobos de se aborrecer ao chegar ao seu café-particular — o Ino, em Nova Iorque — e... encontrar sua mesa de sempre ocupada por um estranho, e rodar perdida pelo lugar até poder tomar posse do que é seu.

Após terminar a primeira leitura... fiquei com a sensação de que esbarraria em Patti a qualquer momento, em minhas andanças por Moema, ou ao embarcar em um ônibus com destino à Avenida Paulista e, mesmo consciente de que os caminhos da autora são outros, não consegui evitar a sensação de que estava a percorrer o mapa de sua vida... a bordo de qualquer pessoa-personagem em que esbarrava ao atravessar a rua, ao dobrar uma esquina... com o passo despreocupado-largo e a cabeça povoada por longínquos vôos.

Foram muitas as vezes em que ocupei a mesa do meu café entre esquinas e fiquei a observar pessoas, colher restos de diálogos. Conheci rostos-personagens, fiz uma pausa em meus escritos envenenados para ler as páginas de um livro qualquer, entre um gole ou outro de latte. Li capítulos inteiros escritos por Patti ou por mim... riscando o que não me servia.

Percebi que tenho a mesma natureza de Patti... gosto do meu canto, do meu sossego-silêncio de páginas em movimento. Somos a figura-pouco-humana que ocupa sempre a mesma mesa, faz sempre o mesmo pedido e se esparrama um pouco mais a cada gole: livros, cadernos, um copo branco de latte bem feito, o notebook. Não sei como as pessoas me vêem e nem tenho curiosidade a respeito... mas, a minha Patti é a mulher de olhos tristes, pesadas olheiras, movimentos poucos e que a tudo observa-aprende-e-escreve... versos-lembranças-notas-coisas-suas que vão, aos poucos, sujando os guardanapos do lugar.

Ela parte de um Norte que é ela mesma, mas recusa o destino que oferece a si e nos avisa: “não é nada fácil escrever sobre o nada”. Mas, o aviso que chega até nós tem outro endereço... é uma espécie de nota mental deixada ali para seus escritos-futuros, como se soubesse que iria adquirir consciência — em algum momento — de que não seria fácil se dedicar novamente a um livro, onde iria se permitir ser mar.

O livro inteiro é um mapa de vivências... e confesso que entrelacei minhas memórias em cada linha de vida da poeta-mulher — misturando-as, como se eu estivesse a dialogar com ela — coisas minhas-secretas-silenciosas — estabelecendo uma espécie de troca.

Me vi arrumando a minha mesa, escolhendo as canetas-canecas-tipo-de-papel... e as notas mentais esquecidas em livros-cadernos-cantos. Me despedi de pessoas queridas, dei um passo atrás para enxergar tudo por outro ângulo.

...e esqueci rascunhos meus — escritos em pedaços de papel — dentro do livro, para um reencontro futuro. E, de repente, a sensação era a de embarcar num comboio e, depois de estar confortavelmente acomodada em minha poltrona, com a janela aberta para futuras-paisagens, sentir o lugar ao lado ser ocupado por essa persona-estranha-e-conhecida, que tem em mãos um velho moleskine... que eu espio de canto de olho — percebendo, ao virar das páginas, pequenos detalhes: a caligrafia errática, os recortes de papel soltos entre páginas, fotografias presas por um pedaço de fita crepe...

Iniciamos, sem perceber, esse diálogo de vivências — e a viagem passa sem que a gente perceba, e o fim do livro-viagem chega. Me sinto à deriva, a rever as estações, os lugares, o livro a mim e à persona em estado de quase-partida.


Fecho o livro, desembarco, mas permaneço a bordo... 



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“uma súbita lufada de vento sacode os galhos das árvores, espalhando seu redemoinho de folhas que refletem a luminosidade de forma fantasmagórica. Folhas como vogais, sussurros de palavras como um alento livre. Folhas são vogais. Eu as espalho na esperança de encontrar as combinações que procuro. A linguagem dos deuses menores. Mas e o próprio Deus? Qual é a sua linguagem? Qual é o seu prazer? Será que ele mistura versos de Wordsworth, as frases musicais de Mendelssohn e vivencia a natureza como os gênios a concebem? Sobe a cortina. A ópera humana se desdobra. E na caixa reservada para os reis, mais trono que caixa, está o Todo-Poderoso”. Pág 132

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Linha M
Patti Smith
Tradução Claudio Carina
Editora Companhia das Letras


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Olá! Sou Anália Menezes. Criei este espaço para cuidar da mente, organizar a vida e encontrar beleza no cotidiano. Reflexões simples, pensamentos profundos e aprendizados que nascem entre dias comuns e nos pequenos (re)ajustes da alma. Fico grata por sua presença ♥

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