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filme de john wick

Olá meninos e meninas, tudo bem? 
O período de férias chegou, alguns preferem viajar, já outros preferem ficar em casa, relaxar e maratonar. E podem confessar, estavam ansiosos para mais uma resenha cinematográfica aqui no blog né? Eu sei que não perdem uma HAHAHA. Pois não imaginam o quanto estava empolgada para comentar sobre este filme com vocês, meus queridos leitores-cinéfilos. Hoje falaremos sobre dois longas-metragem de Jonh Wick – “De volta ao jogo” e “Um novo dia para matar”  uma sequência eletrizante, vamos lá!?

▸VEJA TAMBÉM: NETFLIX ESTREIA - BRIGHT

John Wick era um famoso criminoso pela sua capacidade de surpreender os inimigos e pelo seu jeitinho digamos que “carinhoso” de fazê-los dizer a verdade. Mas quando descobriu que a sua mulher tinha uma doença terminal, abandona tudo e dedica-se somente a ela que não resiste e acaba falecendo, Wick então sente que nada o prende e tenta viver a vida tranquilamente mas como o diabo é moleque, sua casa é invadida por um grupo de marginais que roubam seu Boss Mustang de 1969 e matam seu cachorrinho, a única lembrança viva de sua amada esposa.

E ai meus amigos, o homem vira bicho, surge uma raiva tremenda e estava determinado a recuperar o carro seja a que preço for. Na procura pelo culpado na zona mais tensa da cidade de Nova Iorque, descobre que o autor da lambança é Losef, filho único de Viggo Tarasov, um mafioso russo que no passado foi seu patrão e mentor. Quando Tarasov percebe que Wick anda atrás de seu filho treme na base, oferece uma enorme recompensa a quem conseguir matá-lo. Põe em jogo os criminosos mais perigosos, logo John volta a ser a impiedosa máquina de matar (quase um Kill Bill, só falta a Hattori Ranzo) que o mundo jamais conhecia, iniciando uma batalha sem fim e não há nada que o faça parar.


Na continuação, após recuperar seu carro e livre de sua vingança, acreditou que poderia se aposentar e viver em paz no seu cantinho. Pura ilusão gente, do nada reaparece o Santino D'Antonio que atrapalha completamente seus planos e lá vai nosso Serial Killer dando adeus a sua aposentadoria e embarca para Roma. Santino é dono de uma promissória em nome de Wick, por ele usada para deixar o posto de assassino profissional da Alta Cúpula, Santino cobra a dívida e insiste para que ele derrube uma organização secreta, perigosa e mortal de assassinos procurados em todo o mundo.

Se ele fez o cão chupar manga no primeiro filme preparem-se pra ver sangue escorrendo na tela da tevê meus amigos, não queria expor nenhum spoiler mas não tem jeito: O CARA MATA MUITA GENTE meus caros. Pronto, falei!


CONSIDERAÇÕES FINAIS

Deu pra entender que é um filmão e tanto né? Pra quem gosta de ação com essa pegada vai se surpreender e adorar, é claro! Envolve muitas lutas e matanças no geral. O ator incorporou muito bem o protagonista na minha opinião e não deixou a desejar, pelo contrário, foi bem produzido e se piscar perde a cena. Apesar dos longas serem sequenciais, está disponível na netflix somente o primeiro filme.

P.S: Antes de terminar esse post trago-lhes uma ótima novidade: TEREMOS A TRILOGIA DO NOSSO QUERIDO JOHN para 16 de maio de 2019 (data de estreia mundial). Eu tô que não me aguento de tanta ansiedade.

E ai, prontos para conhecer o senhor John?

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seu cabelo é ruim!

Hoje, mais uma vez eu ouvi a lamentável frase: “Nossa, seu cabelo é ruim”. Desde criança sofri com o tal “bulling”. Cresci cheia de paranoias. Acreditei que meu cabelo era ruim e que eu não era inteligente... por ter nascido loira. Piadas do tipo: “loira burra” — “tinha que ser loira” ... entre outras — era o que eu mais ouvia.

Triste realidade com a qual a gente tenta se acostumar para não se magoar — ainda mais! Mas, não para por ai. O lado ruim é que esse tipo de crítica vem de pessoas próximas: amigos de escola, parentes... e “profissionais” de salões de beleza.

Nunca me esqueci de uma cabeleireira a quem questionei sobre fazer luzes em meu cabelo. Ela olhou para o meu cabelo e disse sem titubear: “Para fazer luzes nesse cabelo terá que alisar. O teu cabelo, minha filha é ruim e não ficará bonito”. Mas, eu já tinha recorrido a esse procedimento antes e sem fazer uso do tal alisamento.
Só a ignorância aceita e a indiferença tolera o reinado da mediocridade.
(José de Alencar)
Pensa que ela se deu por vencida? Não! Ao finalizar um procedimento corriqueiro, voltou a insistir: “teu cabelo é muito melhor liso, por que não alisa?”. Acho que não respondi apenas por se tratar de uma Senhora. Como tenho temperamento forte, certamente eu a ofenderia. E, certamente me sentiria mal com isso depois.

Recentemente... eu ouvi: “você é muito bonita. Tem um corpo bonito, pernas bonitas também. Mas, esse seu cabelo é ruim”.

Pergunto: o que ganha uma pessoa denegrindo a outra? Será que melhora a autoestima dela, de alguma forma? Acrescenta felicidade-riqueza? Creio que não.

Eu gosto de meu cabelo, que precisa como todo e qualquer tipo de cabelo, de cuidados: produtos de qualidade, hidratação, filtro solar e uma massagem capilar muito bem feita. Tem dias que ele está lindo-maravilhoso... cheio de brilho. Mas, tem dias de rebeldia, assim como eu e nada do que eu faça resolva.

Mas, não é assim com todo mundo?
...


E você já sofreu rejeição? Conte pra mim aqui nos comentários
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livro Carol - Patricia Highsmith

Eu costumo dizer que sou uma pessoa de re-leituras... porque alguns livros chegam-ficam em meu olhar e se esparramam por meu sentir-existir. De tempos em tempos acabo por revisitá-los, movida que sou por um impulso de emoções que se agigantam em minha anatomia. 

O livro Carol — escrito por Patricia Highsmith nos anos sessenta — faz parte de minhas re-leituras... desde que o descobri na prateleira da biblioteca da universidade, no final do século passado... Ah, como eu adoro dizer-escrever isso. 

Eu tinha pouco mais de dezessete anos, estava na faculdade e a história narrada em suas páginas ainda era uma novidade para mim — que vivia o descortinar das inocências e estava a aprender mundos-universos-pessoas. 

Me lembro que me inquietei assim que travei contato com a figura loira que surgiu imensa em seu casaco escuro, a comprar bonecas para a filha em uma dessas lojas de departamento... que traçava falsos planos de carreiras para seus funcionários. 

Era apenas o começo da trama... e eu já estava a pulsar realidades tão minhas, como se a história me mandasse vasculhar memórias... e eu me deixasse levar para dentro. Sempre tive o hábito de observar pessoas em seus instantes de vida — guardando gestos inteiros, movimentos menores, aprendendo vivências, traços — tragando-as como se fossem cigarro entre os dedos, levado à boca em meio a uma espécie de pausa obrigatória... 

▸LEIA TAMBÉM: A GAROTA QUE VOCÊ DEIXOU PRA TRÁS

Convertida em personagem... fui a jovem atendente, boquiaberta com a figura reta de gestos moderados, voz baixa e uma elegância natural. Mas, no momento seguinte, me vi em Carol... a olhar para trás, embasbacada com o que se desenhava em sua realidade: 'nunca mais travarei contato com essa mocinha encolhida-tímida-insegura que parece uma manequim de vitrine, vestido para ser observado-admirado.' 

A trama parte deste precioso mote-momento — que a maioria de nós já vivenciou de diferentes maneiras — em que alguém nos salta aos olhos... ocupa cada um de nossos sentidos por um mísero segundo e, pronto: é necessário desvendar todos os mistérios que pousam na superfície da amalgama, enquanto a figura permanece emoldurada em nossos olhos embriagados — perto-e-longe tem uma mesma medida. Traçamos o que sabemos e o que não sabemos. Imaginamos muito-tudo... a partir do nada que temos-somos. 

E isso é tudo. O que poderia ser para sempre, se transforma em nunca mais — se esvai... Eis a premissa que Highsmith usou em sua trama: argumento sincero-forte-maldito-poderoso que nos deixa à deriva... a pensar que um estranho-estranha poderia ser tudo, mas que é apenas nada. 

Na trama de Carol, no entanto, a autora brinca com outras possibilidades e, como aranha, urde uma teia da qual nem Carol, nem tampouco Therese podem escapar. E de repente estão as duas... a bordo de uma mesma história-carro a fugir da vida-realidade-fadiga... como se inserissem uma espécie de pausa nos dramas reais para respirar e, em busca de ar, pegam a estrada. 

E vamos nós com elas... apreciando desenhos de novos lugares-pessoas-cenários — coisas frágeis que podem facilmente ser deixadas para trás-esquecidas como se nem tivessem acontecido. Mas há também o contrário... os sentidos se alimentam de pequenos gestos, se acostumam com pequenas euforias e tudo passa a ter novos significados. 

É preciso se lembrar de que quando se faz a mala e sai para uma viagem, só sabemos quem somos no dia da partida. E é justamente a pessoa nova que se apresenta ao final de cada página e nos conquista enquanto a leitura avança. 

Sabemos as peças-personagens, mas elas vão se desfazendo a cada novo ponto no mapa e precisamos repensar o que são essas duas lindas mulheres. 

A história foi escrita num tempo em que a homossexualidade — feminina e masculina — era um grande dilema. Nos Estados Unidos da América era tratada como crime-doença e as pessoas encaminhadas para tratamento com profissionais, que se consideravam aptos para agir na remoção de tal transtorno. As pessoas em geral viam como frivolidade... e consideravam resultado da pouca idade... uma transgressão que, no caso de mulheres, o casamento corrigiria. 

É nesse mundo — não muito distante — que se desenha a realidade dessas duas mulheres que se apaixonam e vivem a incerteza de um futuro juntas. Eu já li várias vezes essa história e sei que ainda lerei muitas outras.

Livro: Carol — escrito por Patricia Highsmith 



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Não sou um homem facil

Oi amorees, tudo bem?? 
Quem é vivo sempre aparece não é mesmo? 

O que fizeram na minha ausência, comeram direitinho... estão tomando juízo, hum hum?? Gente, hoje vamos resenhar sobre o melhor filme que você poderá ver hoje. Relata sobre as mulheres de um jeito “diferente”.

Vamos lá?!

Sinopse: A história gira em torno de Damien, que um dia acorda em um mundo onde as mulheres e os homens inverteram os seus papéis na sociedade. O mundo mudou, agora são as mulheres que têm poder sobre os homens. Uma situação engraçada quando não somos avisados.

“I Am Not an Easy Man” é um filme francês em um mundo inverso, onde são as mulheres que mandam na p*rra toda. SIM meus caros, já pensou acordar em um mundo dominado por mulheres feministas-masculinas? Ou seja, quem tem que ficar em segundo plano nos negócios e na vida, são os homens. Logo após a sua estreia no começo do ano fez tanto burburinho porque trata do machismo de uma forma bastante explicativa.

Interessante né?

No início do filme, podemos ver cenas do filme, um enredo bastante machista mesmo onde Damiem não tem nenhum escrúpulos em relação as mulheres, até que ele conhece Alexandra e ela sede aos seus ‘encantos’. Logo, a reviravolta de Damiem acontece quando ao galantear algumas moças na rua, bate a cabeça no post e desmaia.

A partir de então, sua vida vira de cabeça pra baixo...

Esse filme se torna interessante quando percebemos que é baseado em alguns estereótipos que geralmente passam despercebidos pelos os homens, como a fragilidade e sentimentalismo.  No mundo invertido do filme, Damien acorda em uma cama rosa, se depila para atrair a mulher desejada e quem escolhe usar o preservativo é a mulher, Alexandra.

Não sou um homem facil

Seu melhor amigo virou dono e casa que sofre pela traição de sua mulher. Sua mãe é quem tem as melhores cantadas pra conquistar alguém enquanto seu pai dá conselhos amorosos. É um filme bastante cômico, não perde em nada, pelo contrário – mostra como é difícil para uma mulher viver na sociedade atual.

▸VEJA MAIS RESENHAS AQUI

Outro ponto importante do filme é quando o Damiem desabafa com Alexandra que sente falta do seu mundo, onde mulheres usam saias, decotes e afins... Em seguida, Alexandra convida-o para ir em uma boate gay, as pessoas se vestiam de acordo com a nossa “normalidade”.

Ele exclama: - É o paraíso!!
Alexandra replica: - Você é Gay?


Esse filme para serve para todas as classes sociais, é bom parar pra analisar. Principalmente por detalhes que as vezes, nós mulheres não percebemos. Em vários momentos, inclusive no fim de longa me peguei pensando como seria um mundo dominados por mulheres, seria um mundo melhor ou seria apenas um mundo normal invertido?

RECOMENDADISSMO
Disponível na Netflix.

NOTA: 5/5

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Os benefícios da musica

Hey amores, tudo bem com vocês?!
Espero que sim, se não tiver... vai ficar. Sabe porquê? 

Porque hoje é dia de dá um basta na tristeza, desâmino, preguiça e toda energia negativa. Sabe aquele momento que você precisa de um empurrãozinho para que seu dia seja positivo? Estudos mostram o poder da musica em nossas vidas e isso não é novidade pra ninguém mesmo que não são todos os dias que acordamos bem dispostos. 

Ouvir música é uma excelente maneira de relaxar tanto o corpo como a mente, inclusive altera nosso humor. De acordo com um estudo publicado na revista científica "PLOS ONE", escutar uma canção alegre pode aumentar a criatividade, aumenta a autoestima e ajudar na solução de problemas.

Assim também, pesquisadores indicam que as músicas alegres podem aumentar a agilidade de pensamento, sendo que desta forma o individuo não teria o mesmo desempenho se tivesse realizado a atividade em silêncio. De acordo com os autores, a música promove o pensamento criativo de maneira eficiente em diversos entornos científicos, educativos e organizativos.

Os benefícios da musica

▸LEIA TAMBÉM: ATRAIA POSITIVIDADE PARA SUA VIDA

NO TRABALHO

Estudos científicos mostram que ouvir música durante o trabalho traz importantes benefícios para a saúde. Além de reduzir o nível de cortisol (o hormônio do stress), a música contribui com a liberação de dopamina – substância responsável pela sensação de bem-estar. Músicas animadas estimulam a criatividade, aponta pesquisa. Ritmos animados liberam dopamina no organismo que nos fazem ter ideias mais originais

APRECIE O SILÊNCIO 

Escutar músicas animadas é bom para realizar atividades que necessitam de criatividade. Contudo, caso a pessoa tenha que solucionar algum problema, o ideal é ter o ambiente silencioso.

DOSE DE DOPAMINA  

Ritter e Fergunson - pesquisadores científicos, também afirmaram que pode ser usada para estimular a criatividade em instituições educacionais e laboratórios pois eles acreditam que as canções alegres são instigantes.  Já Irma Järvelä, da Universidade de Helsinki, na Finlândia, a explicação está na dopamina — neutransmissor associado à satisfação e prazer, liberado ao ouvir música. "Dopamina também aumenta o pensamento criativo e a determinação no trabalho", disse

PARA O CORAÇÃO

A música realmente tem um poder de união. E, ao tomar um lugar tão importante em nossas relações, parece lógico que ela também mexa com nosso coração, nos ajudando a criar uma conexão emocional. Cada cultura depois pode desenvolver esse instinto rudimentar à sua maneira, criando seu próprio léxico de acordes e melodias, relacionados a sentimentos específicos. Hoje não conseguimos imaginar a música sem que ela se relacione a alguns dos acontecimentos mais importantes de nossas vidas. Temos uma trilha sonora do momento mais feliz até o funeral, e as melodias cercam tudo entre uma coisa e outra.

A música é o vínculo que une a vida do espírito à vida dos sentidos. A melodia é a vida sensível da poesia. Beethoven, Ludwig

Ouvir uma boa seleção de músicas pode fazer toda a diferença. Tudo que precisamos mesmo em dias muito ruins é uma boa e velha dose de musica em nossos ouvidos. 



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'diários de Susan Sontag'.

“detesto ficar sozinha porque quando sozinha eu me sinto com uns dez anos de idade. Tímida, insegura, sem jeito, perseguida por dúvidas de ter ou não ter permissão para fazer isso ou aquilo. Quando estou com outra pessoa, tomo emprestada a condição de adulto + auto confiança do outro” — pág 329 — anotação feita 26/03/1963.

A primeira vez que li um diário... foi no século passado — como é delicioso dizer isso — pouco depois da morte de PR. Ele mantinha notas sobre si em um velho moleskine... e, ao passear por seus dias — repletos de significados —, reencontrei a nós dois. Eu era chamada por ele de “menina Eliot” em referência à maneira como nos conhecemos. Eu com um livro do poeta inglês em mãos e ele com seu olhar curioso... sem compreender a cena.

Foi ele quem me apresentou ao universo dos blogues — intuindo que seria um excelente aliado à minha realidade literária —, e a muitos autores... entre eles: Susan Sontag — “você precisa ler essa mulher” — foi o que me disse ao me presentear com o livro: “ao mesmo tempo”...   

A “desconhecida” Susan Sontag o fazia exclamar em voz alta, com um sorriso arteiro nos lábios: “que mulher!”. Embora se ressentisse por ela não assumir sua homossexualidade e não se unir ao grupo que batalhava por um lugar ao sol desde os anos sessenta. Mesmo assim ele a admirava e acompanhava sua trajetória literária. E foi depois de uma lenta caminhada entre as prateleiras da sua livraria favorita — Community Bookstore, em NY —, colhendo livros e mais livros, que ele esbarrou no exemplar “diários 1947-1963”.  Eu o segurei em mãos com algum desconforto. Sabia que não iria conseguir ler aquelas benditas páginas.

Um diário é algo pessoal — era o que eu pensava naqueles dias. Sentia que ao virar aquelas páginas estaria a invadir a vida de uma das intelectuais mais importantes do século XX — e isso era estranho e maravilhoso ao mesmo tempo. Levei o livro para casa e o deixei na prateleira, em estado de abandono. Vez ou outra... passava por ele. O sentia na ponta dos dedos — toque rápido —, mas a sua condição permaneceu inalterada durante muito tempo.

Depois de ler o diário de PR — mudei de opinião. A esta altura Susan Sontag já havia morrido em consequência de um câncer e sua condição era outra em minha realidade. Sabia um punhado de coisas a respeito da autora. Tinha devorado a maioria de seus livros... de romances à ensaios-críticas. Já tinha determinado, com alguma satisfação, que Sontag era uma metralhadora giratória de opiniões.

Abri uma garrafa de vinho e devorei o livro-diário. Os escritos de Sontag são ensaios sobre si. É impossível não se encantar por essa espécie de retalhos que vai formando a pessoa que foi. As dúvidas-certezas-tormentos-desconfortos e o elemento principal: a construção de um pensamento.

É possível percebê-la ainda jovem, vazia, em busca de tudo e nada. É notável a necessidade de saber-conhecer e ir além de suas fronteiras pessoais. Dia após dia... nota após nota... ela vai se reinventando a partir das leituras que fez, das pessoas que conheceu e com quem travou excepcionais “batalhas”. Os lugares que frequentou e suas opiniões definitivas sobre tudo e todos.

“Casei com Philip com plena consciência + medo da minha própria vontade apontada para a autodestrutividade”. — pág 87 — anotada em 03/01/1951.

Descobri — ao virar das páginas —, uma mulher comum... que desejava amar, ser amada... tinha verdadeiro pavor de estar sozinha e tudo o que queria era escrever suas experiências-reais. 

Sua escrita não se deixa nortear pelo imaginário — nem mesmo para compor suas personagens. A ficção de Susan sempre esbarrou em sua realidade. Nascia de seus sonhos, onde seus conflitos pessoais se dissolviam, obrigando-a a qualquer coisa de compreensão. Enquanto não solucionava seus mistérios... ela escrevia. Uma coisa parecia depender da outra. Talvez por isso eu prefira seus ensaios-crônicas aos romances.

Os diários de Susan Sontag estão divididos em três partes. O primeiro e o segundo foram lançados no Brasil pela Companhia das letras. Foram organizados pelo filho David Rieff... que fez cortes e recortes para preservar a mãe — ou a si. Não sei se ela aprovaria tal cuidado. E também inseriu notas para explicar anotações feitas — facilmente descartadas por um leitor interessado em Susan.

“Pois depois de ser femme para Harriet e ‘machona’ para L, recordo que tive mais satisfação física em ser ‘passiva’, se bem que emocionalmente eu sou do tipo amante, não do tipo amada. Meu Deus, como tudo isso é absurdo!!!”. — pág 63 — anotada em 01/09/1949.

O que temos, no entanto, é o bastante para compor um belo traço dessa mulher incrível, que acusou a si pelos defeitos de caráter, enumerados por ela ao longo das páginas. Que tentou amar — por considerar uma obrigação —, a mulher-mãe... que, no entanto, só conseguiu odiar e desprezar. Que sobreviveu aos amores com quem viveu em estado permanente de conflito. E foi mãe e esposa de alguém apenas para cumprir para com as obrigações de mulher... e estar livre para viver sem amarras e freios sociais, de acordo com suas vontades-desejos.

Mas, se você não conhece Susan Sontag, recomendo que aterrisse o olhar em “Ao mesmo tempo” ou “Questão de ênfase” para compreender a força avassaladora dessa autora-crítica-ensaísta que cravou seu nome na história da literatura... antes de mergulhar em seus diários e desmistificar o mito Sontag.


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Thanos e as joias do infinito

Oie amores, tudo beem!? 
#TÉQUEMFIM!!!

Ontem finalmente fui assistir ao filme Vingadores – Guerra infinita e é claro que não poderia deixar de conversar com vocês as minhas expectativas e emoções sobre o filme, também fiz uma enquete lá no Facebook para qual filme resenhar e este em questão foi o vencedor. Foram muitas cenas épicas. E pra quem me acompanha aqui no blog já sabe que sou CONTRA SPOILERS de verdade. Tanto é que eu mesma NÃO ASSISTO TRAILERS – Eu gosto é de emoção com farinha!!

Então... HEY YOU, LET’S GO!

Pra começo de conversa foram necessários 10 anos e 18 produções cinematográficas para preparar o contexto adequadamente e lançar na projeção o que funciona muito bem nos quadrinhos, uma gigantesca saga reunindo os maiores heróis da casa contra um inimigo comum. Guerra Infinita é até o momento o filme mais caro do Marvel Cinematic Universe e pode se tornar o mais caro da história, desde sua estréia já arrecadou mais de 1 bilhão de dólares meus amigos, 1 BILHÃO! É dinheiro que não acaba mais.

O filme conta a compulsão do vilão Thanos pelo universo que usa todas as armas para conseguir as joias preciosas que estão ao redor de toda a galáxia. São sete pedras (ou gemas, como são chamadas nos quadrinhos) que surgiram com o Big Bang e exercem diferentes poderes sobre aspectos do universo: espaço (azul), mente (amarela), poder (roxo), tempo (verde), realidade (vermelha) e alma (laranja).

Mas afinal, Quem é Thanos?

Thanos e as joias do infinito

Nascido no planeta Titã, o personagem é retratado como um sujeito obcecado por equilíbrio no universo. Crente de que os recursos são limitados, ele busca as Joias do Infinito para causar um genocídio — pois, para ele, só assim poderá haver vida no mundo. Ele é sobrevivente de uma devastação em Titã causada por superpopulação.

Não há como dizer de que este filme é do Thanos, somente. Ele é quem protagoniza mais tempo nas telonas, indo de um ponto a outro da galáxia reunindo as joias e sempre um passo à frente dos heróis, o que faz de Guerra Infinita uma frase bem comum: “É disso que eu estava falando”. Todo mundo corre contra o tempo para impedi-lo de reunir tamanho poder, ele conta não só com habilidades físicas fora de série. Sim, supostamente é mais forte que o nosso HULK. O thanos é tão poderoso que colocou o nosso amiguinho grandão para correr, melhor dizendo, não quis se envolver na briga.

O time se divide em três grupos: Homem de Ferro, Doutor Estranho e Homem-Aranha, quando se unem aos Guardiões que já estavam caçando Thanos por conta própria; já em Wakanda, o time do Capitão se une ao Máquina de Combate, Hulk e o Pantera Negra para rechaçar uma invasão total ao país oculto, enquanto Thor embarca numa missão própria em busca de algo poderoso o bastante para matar o titã.


Thanos e as joias do infinito

Uma das partes mais hilárias do filme é o embate entre os Stark e Strange. Um gosta de mandar e outro não quer receber ordens. Pra quem não sabe os dois atores já interpretaram o Sherlock Holmes (meu filme/serie preferido)

Não está entendendo nada sobre o filme? Calma, tenho a solução: Assista esses filmes antes, eles giram em torno das Joias do Infinito, siga esta ordem:

  • Capitão América: O Primeiro Vingador;
  • Os Vingadores;
  • Thor: O Mundo Sombrio;
  • Guardiões da Galáxia;
  • Vingadores: A Era de Ultron (onde Thor descobre a verdade sobre as joias);
  • Capitão América: Guerra Civil (por que os heróis da Terra estão de mal entre si);
  • Doutor Estranho;
  • Pantera Negra (uma base do que acontece no filme em questão)

Considerações Finais:

Filmão! Daqueles que você não consegue tirar o olho da telinha, são DUAS HORAS E MEIA DE FILME E UMA CENA PÓS CRÉDITOS com muita demora – Não resisti e sai correndo pro banheiro no meio do filme não esperava tanto tempo sentada haha’ acontece né mores? Enfim, como foi citado acima Thanos foi quem tomou conta do filme deixando meu capitão América pra trás – ele completou 100 anos gente e nem fizeram um bolinho pro nosso velhinho, deveria fazer um especial de curta metragem: Os 100 anos do Capitão – ele merece, vocês não acham? hehe’. No entanto, não curti o final da trama, mesmo sabendo que é pela continuidade para o próximo mas acho que deveria ser mais emocionante, porém muita coisa vai rolar daqui pra frente e eu não me aguento de tanta ansiedade.


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Oi gente, tudo bem com vocês!?
Daqui a alguns dias (13) comemoro mais um aninho de vida. Estou empolgadíssima afinal, é mais um ano que Deus me deu para celebrar a nova idade. Deixei de ficar triste por estar mais velha, isso é tolice amigos. Celebre a vida! Não a mal nenhum nisso...

E quanto mais a idade avança mais cuidados nosso corpo precisa, inclusive a pele. Quando aquelas pequenas linhas de expressão ou as indesejáveis machinhas aparecem, bate logo um mini desespero né?

 - MEU DEUS ESTOU ENVELHECENDO! Quem nunca? Haja "Produtos Ivone" para dá conta de tamanha preocupação. Por isso trouxe uma ajudinha extra, uma máscara caseira para clarear manchinhas. Super fácil, simples e todo mundo pode usar.

Elimine as manchas na pele

Vai precisar de:

Arroz Cru - Um poderoso antioxidante, que atua eliminação de manchas no rosto. Entretanto, não é só isso que ele faz, ele também está associado a outros benefícios no que refere-se:  Rejuvenescimento da pele, combate as rugas e as espinhas.

Mel puro - O mel é um dos ingredientes naturais mais preciosos no mundo da cosmética. Sua riqueza em vitaminas e enzimas naturais dá-lhe um poder especial para cuidar da pele e deixá-la mais bonita. Se incluirmos o mel na nossa rotina de beleza, podemos comprovar como a nossa pele se renova e começa a ficar mais hidratada e nutrida.

Sabonete liquido facial - De sua preferência.

▸LEIA TAMBÉM: Fique linda gastando pouco!

Modo de Preparo:

Coloque uma pequena quantidade de arroz no liquidificador e bata por cerca de dois minutinhos até tornar-se uma farinha. Em seguida, peneire a farinha de arroz para ficar bem fininha. Reserve pois se sobrar, você usa nos dia seguintes.

Elimine as manchas na pele
Retire do liquidificador e coloque no recipiente que você utiliza para fazer suas receitinhas, a segunda opção fica a seu critério: Usar só o mel ou só o sabonete líquido. 

Misture tudo até criar uma pastinha consistente. Passe no rosto fazendo leves movimentos circulares e deixe agir por 20 minutos. Retire o produto com água corrente.

Recomendações: Para pele oleosa, faça o procedimento três vezes na semana. Normais e mistas, duas vezes na semana já é o suficiente. Peles sensíveis, teste do produto antes, caso tenha irritações ou reações alérgicas, suspenda a receita!

Elimine as manchas na pele

Considerações finais: Estou usando esta receita cerca de um mês e notei que meu rosto está mais limpinho em relação as manchas e além disso, com a ajuda do mel a pele ficou muito mais macia, com aspecto de viço (frescor). Sinto a sensação de rosto limpo o dia inteiro.

Bom demais...
Super recomendo! 
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Outras maneiras de usar a boca de Rupi Kaur

As melhores paisagens de São Paulo, envolvem livros. A Cultura, na Paulista, instalada no famoso Conjunto Nacional. A Livraria da Vila, com suas várias unidades na cidade... todas simpáticas, sendo a de Moema a melhor — sem dúvida. Cenários para se ver com calma. Limpar o pé ao chegar e se aventurar pelo lugar-casa-livraria. Vasculhar a mobília. Prestar atenção nos quadros. Sentir aquele cheiro gosto de café-bolo-chá.

E foi numa dessas andanças — depois de um dia de trabalho —, que me deparei com Rupi Kaur... recém chegada à ilha de livros. Seu título enorme-imenso provocou cada um dos meus sentidos.

Folheei ali mesmo... em pé, com fome-sede-desejo-vontade. Não sabia a autora. Sua escrita era um deserto a ser explorado. Figura inédita em meus vãos. Fui consumindo cada um de seus versos orientados nas páginas — lado a lado —, com ilustrações feitas pela poeta-menina-mulher-figura-estrangeira.

Traguei do cigarro imaginário que queimava entre meus dedos. Dos cafés servidos em xícaras de ontem. Engasguei. E quando voltei a mim... já tinha lido metade do livro e o lugar estava a fechar suas portas. Era preciso voltar...

Paguei pelo exemplar e fomos por aí, de mãos dadas a lerem-se.

Poesia não vende — dizem. Em tempos de redes sociais, todo mundo é poeta — retrucam. Eu aprendi a ler através de poderosos versos e a realidade sempre se orientou melhor a partir da poesia de certos senhores. Como é fácil se liquefazer através de um verso bem escrito que veste e desnuda num mesmo segundo. Como é fácil não dizer quando já o fizeram por ti, com as palavras certas-definitivas.

Eu sempre fui silenciosa-quieta... quase muda. Atenta ao que era discurso, me aborrecia com facilidade e, se chamada ao diálogo, bufava pesado. Sempre fui curiosa-indócil... disposta a compreender todos os símbolos e atribuir sentido ao que dizia.

Emily Dickinson foi minhas asas. Quando a sorvi... perdi a mim. Fiquei sem corpo-pele-alma. Nada. Me desorientei. A poesia de Emily dizia meus silêncios. Explicava minha monotonia.

Estava morta, como a maioria dos poetas e ainda assim falava comigo. Sabia meus segredos todos. Meus medos. Conhecia o lado de dentro. Esse lugar ainda inominável.

Poesia é silêncio... foi o que entendi ainda menina e nada conseguiu me demover dessa certeza.

Desde então, descobri vários poetas. Rupi foi a última a chegar em mim... esse vendaval. Eclipse. Lua Cheia-minguante. Ela retalhou minha pele com suas linhas mínimas. Um diálogo solto no ar, feito pássaros a voar que você observa ao passar da janela... e quando dá por si, está a voar junto e a descobrir “outras maneiras de usar a boca”.



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Olá! Sou Anália Menezes. Criei este espaço para cuidar da mente, organizar a vida e encontrar beleza no cotidiano. Reflexões simples, pensamentos profundos e aprendizados que nascem entre dias comuns e nos pequenos (re)ajustes da alma. Fico grata por sua presença ♥

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